
E vendo o pôr do sol hoje, eu me lembrei de você […] E na minha mente, voltou tudo novamente, voltou tudo o que eu queria esquecer, voltou tudo o que eu queria jogar pra fora da minha cabeça, pois é, nossos momentos todos se passaram na minha mente como se fosse algum tipo de novela de amor. Eu não sei porque só eu que não consigo te esquecer, você deveria me ensinar a não gostar tanto assim de ti, deveria me ensinar a não pensar tanto em você assim, não é justo só eu prosseguir nessa nossa relação, e você aí, pensando em outra coisa, ou em outra pessoa mesmo. Nossos sonhos construidos juntos, foram em vão. Parece que tudo que planejamos, foi em vão. E quando eu menos esperei, você me deixou e foi embora, não me deixou nada a não ser lembranças que me tormentam todos os dias. Dói demais, pensar que você pode estar com outra pessoa. E se você estiver com outra, por favor, não olhe pra ela como você me olhava. Não ria de piadas bobas como nós faziamos, e nem deixe ela sem fala, como você me deixava. Pelo menos não na minha frente. É só um favor que você vai estar fazendo á mim. Você custumava ser meu mundo, quando estavamos juntos, não existia ”os outros”. Era apenas ”eu e você”. Uma sintonia perfeita. Pra mim tudo era perfeito. Mas é assim mesmo. Chega uma pessoa na sua vida, você confia nela, a ama, e ela deixa seu mundo bagunçado, e depois ela te deixa. Eu achava que eramos feitos um para o outro, mas eu só ”achava” e infelizmente, eu achava errado. Hoje eu comecei a enxergar as coisas de outra maneira, comecei a perceber que não dá para confiar em certas pessoas, e nem amar muito. Pois no final, saímos feridos. Foi assim que você me deixou. Ferida, machucada, bagunçada, transtornada. De muitas formas. Só não entendo o motivo de sua ida, pois eu pedi tanto pra você ficar, mas mesmo assim você foi. Eu vou tentando todos os dias não me lembrar mais do seu rosto, e de cada detalhe seu, mas pra todo canto que eu olho me lembro de você e me esqueço de te esquecer. — Onenightinvegas Ft. a—fearless

O que aconteceu comigo? Digo, com aquela doce e destemida garotinha que eu costumava ser. Que corria cantarolando pelos corredores da antiga escola, sorrindo para todos. Cercada de amigos, desde a inspetora até os alunos mais novinhos. Lembro dela fazendo bagunça e rindo de coisas bobas como se não houvesse amanhã. Lembro daqueles bracinhos magrelos e calorosos distribuindo abraços pra quem visse pela frente. Lembro muito bem de como era corajosa, como encarava as outras garotas metidas que se metiam com seus amigos ou como explorava lugares novos sem medo de se meter em encrenca. Era uma menininha forte, ela só chorava quando se machucava muito muito forte, quando nem o beijo da mamãe fazia sarar. As férias eram a melhor época, ela brincava, pulava, nadava, esgotava até as energias que não tinha. Passeava por aí, dançava no quarto e adormecia no colchão da sala á meia luz dos desenhos que passavam na TV. Com ela não havia tempos ruins. Era amiga dos vizinhos, do dono do bar da esquina, até do motorista da perua. Não dava bola para o que pensavam dela, a opinião alheia era algo que não a incomodava de jeito maneira. Nos finais de semana ela saia sozinha e ia andar de bicicleta. Brincava com os cachorros da rua, chegava em casa e fazia mil desenhos deles. Lia livrinhos ilustrados e sonhava em morar em um castelo igual a de uma princesa, e é claro, ter um pônei. Ela falava o que pensava, não sabia se suas palavras poderiam machucar, e ela também não ligava pra isso. Foi crescendo e logo foi criando sonhos, queria realizá-los, queria viajar o mundo todo, queria ser médica, professora, bailarina, mas logo percebeu que eles necessitavam aptidão e um fundamento então desistiu deles. Mudou de escola, de casa, de cidade. Teve que se virar sozinha, ficar sozinha na maior parte do tempo sem ter outra escolha, e dizer adeus aos antigos amiguinhos. Foi humilhada, magoada e ferida. Riram de seus sonhos e do seu jeito, a tacharam como “estranha” só por ser diferente, ai então ela percebeu que talvez o mundo não fosse tão colorido como ela pensara. Teve vergonha de si mesma, se escondeu e começou a se odiar. Ela odiava ainda mais era aquele sentimento de ver que não se encaixava em nenhum lugar, mesmo que tentasse muito. Fez amizades erradas, escolhas erradas e viu seus próprios pais contra ela. Logo trocou os ralados do joelho pelos cortes dentro de si. Aprendeu que se um dia não aguentasse e tivesse que chorar, teria que ser no seu quarto, a noite, enquanto todos dormiam, abafando os soluços com seu já encharcado travesseiro. Parecia que ninguém mais gostava dela, só a julgavam, então ela fez o mesmo, e virou as costas para o mundo. Ela viu que sonhar não era tão fácil assim. Na altura que se encontrava, eles queriam uma resposta séria quando perguntavam o que você queria fazer da vida, mas a parecia que a única palavra contida em seu dicionário era “não sei”. Ela não sabia mais de nada, estava totalmente perdida. Sua vida corria pelo ralo e se esvaía a cada batida do ponteiro mas ela continuava ali, inerte, parada no tempo. Ela via os amigos se decidindo, indo embora, todos sabiam de alguma forma o que iriam fazer, e ela continuava ali ainda, inerte. Ela queria mudar, queria ser alguém, tinha sonhos, mas todos foram massacrados. Seus choros começaram a perdurar por dias, e os pesadelos já não mais a deixavam mais dormir. Ela sentia então a extrema necessidade de fugir, pra bem longe, abandonar tudo, as pessoas, o mundo, o tempo, a vida. Queria parar esse filme atordoante e por de volta aquela fita cassete de quando ela era só uma doce menininha, correndo e cantarolando nos corredores da antiga escola. Na época em que a vida era pintada em giz de cera, e tinha um gosto doce.

“A verdade sobre mim, que talvez defina meu estado independentemente, não é felicidade. Ninguém se sente uma maravilha sempre. Todos nós passamos por momentos em que deixamos todo o drama sobressair-se em destaque. Sejam problemas mais sérios ou simples crises hormonais. Não são todos os dias que amanhecem ensolarados e que o universo conspira inteiramente ao seu favor. Há controvérsias aqui e ali, e entre elas, ás vezes você se deixa esquecer valores que deveriam ser lembrados justamente nessas horas. Minha palavra sem dúvidas, é otimismo. Aliás, não somente uma palavra. Um estado interminável de mim. Sorrindo, feliz, estou otimista que vai durar. Chorando, cabisbaixa, estou otimista que vai passar. Porque tudo é passageiro, e se a gente insiste em se apegar ao que já foi substituído, acaba ficando pra trás. Ambos sentimentos e emoções não duram pra sempre, apenas vão e voltam. E meu remédio para permanecer intacta á tantas idas e vindas, sempre vai ser otimismo. Não tão intacta assim, claro, pois certas mudanças são necessárias. Ninguém conserva seu jeito desde que se entenda por gente. Olhe para si mesma, você não é mais aquela que era dois anos atrás. E quantos desses acasos fortaleceram você? Isso mesmo, a maioria. Ás vezes é preciso acreditar no prato que a vida põe na mesa, faz mais bem do que você imagina. Isso não significa esperar que o destino tome conta da sua vida sem nenhum esforço que venha de você. São apenas ajudas solidárias pra que nada seja não difícil assim e mesmo assim, você não considera fácil. Sorria, apesar das lágrimas. Elas vão secar se você quiser. Se você se manter otimista de que, sim, as coisas vão melhorar. E vão mesmo. Pode não parecer, mas não se julga um livro pela capa. Muito menos se põe negatividade onde se espera resultados positivos. É meio contraditório, não é? Mas qualquer que seja a situação, a dose recomendada é calma, concentração, e extrapole no otimismo. Você não o perde nas decepções a menos que queira. A regra é manter. Tudo o que for bom, cultive, tenha. Nem pense duas vezes, em descartar o que não presta, se não quiser sofrer com as conseqüências. É tudo uma questão de escolha… Dê um sorriso amarelo e faça a sua.” — Gabriela L. (T-rapeze)

Quando você lembra da pessoa em que ama, e o fato de que ela não querer-te junto á ti faz doer e quando vê ou ouve uma musica que toque seu coração e então… você automaticamente chora, pois é a unica ação que seu cérebro consegue realizar, um choro profundo… é triste lembrar dos bons momentos que passei e lembrar que tudo foi em vão, que fui insuficiente e que bastou um piscar de olhos para você me trocar com facilidade e ver que não sou a que você desejou. Talvez procurasse a perfeição, difícil… pois é algo que eu nao encontro em mim, mas mal ele sabe que meu coraçao é perfeito o suficiente para saber que eu poderia te fazer feliz, fui tonta por deixa-lo escapar…droga, estava tao preso que talvez a dor de meu aperto o incomodava. Eu poderia lhe fazer mil e uma coisas, poderia cozinhar mesmo não sabendo nada nem que se fosse algo bem simples um pão com ovo quem sabe… mas foi você que acabou fazendo nossa própria comida uma salada mista de confusões e desencontros, seria eu seu futuro mais prazeroso? Seria eu a mulher de tua vida, seria eu seu guia? Ou seria eu apenas qualquer uma? Na verdade não sei, não sei de nada…nada do que passa em sua cabeça. Acredite tu és mais confuso do que minha própria mente, não é nada muto clichê apenas a imensa vontade de tudo que eu queria lhe dizer, se ao menos 1 minuto da sua atenção eu tivesse eu estaria realizada sabe como é? não é mesmo? Um amor não correspondido e cheio de defeitos… apenas sua volta irá preencher meu vazio. Eu poderia fazer uma serenata, ajoelhar diante de ti e pedir: “fique comigo que eu lhe farei o menino mais feliz do mundo” mas sabe? Tantas esperanças e expectativas que criei dentro de mim… já estou fraca só por você me iludir e iludir… é so isso que sabe fazer não é? Ilusões, saia desse mundo e aprenda á fazer feliz a garota que te venera e que te ama mais que tudo, infelizmente pra ti me tornei invisível… sou um nada no meio de tudo, fico me desculpando por coisas que não fiz, de coisas que eu devia ter feito. Respiro você 24 horas por dia, não tem nem ideia de como meu coração esteja? Despedaçado e amargo. E eu? Bem, eu estou fria mas ao mesmo tempo doce, deixe-me esforçar e prometo que irei te mostrar o quanto posso ser boa pra você, o quanto de mim eu posso lhe oferecer, fique comigo que eu te darei mais que amor, lhe darei café na cama, banho até se possível, carinho, te darei sorrisos não forçados mas sim sorrisos radiantes surgindo no canto de minha boca… serei pra ti o pacote completo, me tem fácil e nao sabe a sorte que tem. Apenas lamento, porque quando me quiser será tarde pois meu coração estará mais ferido que Jesus quando sofreu pregado em sua cruz. p-rofundamente

Ela tinha um olhar triste e um pouco baixo, cabelo sempre preso como rabo de cavalo, sorriso meio amarelado. Vida tão vazia, e ao mesmo tempo feita de uma confusão de sentimentos […] Se trancava no quarto, e começava ouvir seus cantores prediletos, tomava um chá tão amargo quanto ela. Naquele seu quarto com paredes brancas manchadas com alguma infiltrações e descascada revelando que antigamente o quarto era alaranjado, fazia um mundo paralelo. Colocava uma música agitada pra tocar, pulava em sua cama e fazia festa. Ria sozinha, pulava e se jogava na cama. Ora ou outra ela parava, como se a bateria tivesse acabado. Paralisada ficava admirando as fotos que estavam pregadas em um mural branco. Ainda parada com o olhar fixo naquele mural alisou as fotos, por um momento tristeza a rondou e inundou o quarto.Olhava fotos, e chorava feito uma criança, talvez ela gostasse de se matar aos poucos com suas lembranças. Ou talvez ela só queria que essas tais lembranças a confortasse […] Ela sentia saudades dela mesma , saudades de quem ela costumava ser. Ela era uma pessoa legal, e ela sabia disso. A dor era tão grande, que ela acabou congelando os outros sentimentos, parece que nem chorar ela não consiguia mais. ”Essa dor anormal fodeu com tudo…”Era o que ela pensava. Pensava, repensava, e trepensava no passado, pensava sem cessar. As pessoas que estão em volta dela conseguia entender o seu pedido de socorro, mas ninguém atende o mesmo, isso é fato. Ela tinha prometido a si mesma que seguiria em frente, sem nem olhar pra trás, mas ela nunca consiguia fazer nada direito. Foram muitas as vezes que ela ouviu de algumas pessoas que ela tinha mudado , mas pelo motivo qual isso aconteceu, ninguém se importava. Lágrimas quentes escorrendo sobre seu rosto. Seu corpo já não aguentava mais todas as feridas que ela causava em si mesma. As portas não aguentavam mais serem batidas, quando ela descontava sua raiva. O travesseiro já não aguentava mais ser usado pra abafar um longo choro. Ela se olhava no espelho, e nem se reconhecia. Olhos sem brilho, rosto pálido, olhos fundos. Tudo só contribuía para mostrar o quão sofrida a adolescência dela tem sido. Frustrada, por nunca ser notada, por ser sempre ”a diferente.” Mais lágrimas, um rio inteiro de lágrimas, mas a dor não parava de a atordoa-lá. Ultimamente nem sorrir ela estava conseguindo. Suas notas escolares foram abaixando cada vez mais, todos seus professores se questionavam o porque disto. Cada vez mais ela exagerava na dose da bebida. Ela não entendia como poderia ter se tornado uma pessoa assim, sendo que a alguns anos atrás, ela era uma pessoa completamente diferente. Tudo estava fodido. Chorava sem cessar. Se controlava, mas era inevitável se ferir. Ela queria ser insubstituível na vida de alguém, mas isso nunca havia acontecido. Ela se considerava um lixo humano. Que nem uma vez se quer tinha sido pelo menos importante na vida de alguém, que sempre fora considerada como segunda opção, ou terceira ou quarta. Um lixo que as pessoas queriam se manter longe pelo simples fato de ser diferente das outras meninas, por ter um mundo diferente das outras pessoas. Pessoas dizem da boca pra fora que não devia se importar com a opinião dos outros, mas chega um momento que tudo e todos se tornam incabíveis de suportar por eles só quererem apontar o que a de errado com o outro. É por causa deles que cada vez mais ela se acabava, deixava a sua lucidez ser corroída pela revolta por ser jugada a cada um segundo. E por isso ela foi se matando aos poucos ao redor das mesmas paredes do seu quarto, ao som das mesmas músicas, das mesmas camas. E ao redor das mesma vida, a vida que a fazia se destruir sutilmente. fantasia-r feat. su-ffering

“Lá estava ela, largada na calçada da avenida principal. Um vento cortante soprava bagunçando ainda mais seus cabelos e secando as poucas lágrimas que deixava escapar. Vários carros passavam, várias pessoas… Alguns até ofereciam ajuda. E mesmo precisando desta, recusava sem nem pensar. Sua cabeça ainda latejava sem parar, culpa das garrafas viradas poucas horas atrás. Segurava em uma das mãos um celular, com números já digitados, apenas esperando o início da chamada. E ela, esperava a coragem. Queria na verdade que seu orgulho tivesse sido engolido junto com a sobriedade que havia desaparecido naquela mesma noite. Mas que nada, continuava ali. Continuava ele, a saudade, a desesperança… Continuava ali o vazio. […] Já estava quase certa, nada seria capaz de preenchê-lo. Afinal, pobre menina…. Já havia tentado de tudo! E nada funcionava. Conhecia o remédio. Conhecia mais do que ninguém. Sabia das suas milhares de manias… Como a de dormir sempre virado para o lado esquerdo, roer as unhas… Sabia que ele adorava rasgar papéis, água com gás e que ele piscava forte quando algo o magoava. Sabia do seu infinito ódio por pessoas que falam alto demais e que amava dar risadas com seriados da época de seus pais. Conhecia ele, sua família, conhecia sua rua… Sabia como encontrá-lo. Sabia como ir andando, ou qual linha do metrô deveria pegar. Tinha certeza que até lá, jamais se perderia… Sabia tudo, só não sabia da coragem.” (u-ndead)